Prefeitura reforça alerta contra a dengue e pede apoio da população no período mais crítico

Com a chegada do período mais crítico para o aumento dos casos de dengue, a Prefeitura de Passo Fundo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça o alerta à população. Atualmente, […]

Com a chegada do período mais crítico para o aumento dos casos de dengue, a Prefeitura de Passo Fundo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça o alerta à população. Atualmente, o município registra dois casos confirmados da doença, número considerado baixo, mas que exige atenção redobrada nesta época do ano.

A coordenadora de Vigilância em Saúde, Marisa Zanatta, destaca que o momento é de prevenção e mobilização coletiva. “Estamos apenas com dois casos confirmados, mas agora inicia o período de maior preocupação, quando tradicionalmente começam a surgir mais casos. Por isso, é fundamental que a população siga nos ajudando e que tire dez minutinhos por semana para fazer a verificação se não tem nada que esteja acumulando água parada em suas residências, para que a gente tenha um ano ainda melhor do que no ano passado”, afirma.

Segundo Marisa, o mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, pode estar em qualquer lugar que acumule água parada, o que torna essencial o cuidado contínuo dentro das residências e nos arredores.

Sintomas exigem atenção
Entre os principais sintomas da dengue estão febre alta, dor de cabeça intensa, dor no fundo dos olhos, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos, manchas na pele e pequenos sangramentos, como nas gengivas ou no nariz.

A orientação é clara: ao apresentar sintomas, a pessoa deve procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde. Também é fundamental beber bastante líquido e evitar a automedicação. “É importante que, diante de qualquer suspeita, a pessoa busque atendimento médico. A dengue é uma doença que pode evoluir e tem risco de morte, por isso a notificação à Vigilância Epidemiológica é essencial”, reforça a coordenadora.

Além disso, quem estiver com diagnóstico confirmado deve usar roupas longas ou repelente nas áreas expostas do corpo por pelo menos dez dias, evitando que o mosquito pique a pessoa infectada e transmita o vírus a outras pessoas.

Prevenção começa em casa
A principal forma de combate à dengue continua sendo a eliminação de criadouros do mosquito. Entre as medidas recomendadas estão:
Manter caixas d’água bem fechadas, com tampa e tela;
Retirar pratinhos de vasos de plantas;
Guardar pneus em locais cobertos e secos ou descartá-los corretamente no ecoponto do bairro São Luiz Gonzaga;
Manter piscinas limpas e tratadas durante todo o ano;
Descartar o lixo de forma adequada;
Manter calhas limpas e desobstruídas;
Lavar com esponja os recipientes de água dos animais;
Manter baldes e tonéis de água da chuva sempre fechados com tampa e tela;
Receber bem os agentes de endemias e de saúde.

O uso de repelentes, roupas de manga longa, telas em portas e janelas e mosquiteiros também são aliados importantes na prevenção.

Vacinação disponível
O município também conta com a vacina contra a dengue disponível nas unidades de saúde. A imunização segue a recomendação do Ministério da Saúde e é destinada a adolescentes de 10 a 14 anos.
Conforme a Secretaria de Saúde, mais de 4 mil doses já foram aplicadas neste ano. A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan para outras faixas etárias ainda não tem previsão de chegada ao município.

Trabalho nos bairros
Paralelamente às orientações à comunidade, a Secretaria Municipal de Saúde atua de forma integrada com as Secretarias de Serviços Gerais, Meio Ambiente e de Obras que intensificam ações nos bairros, incluindo limpeza de áreas públicas e eliminação de possíveis focos do mosquito.

A Vigilância Ambiental em Saúde também reforça que a população pode denunciar possíveis criadouros por meio do WhatsApp (54) 9 9654-1444 ou pelo telefone 3046-0073.
“O mosquito está em todo lugar, então precisamos da colaboração de todos. Cada morador fazendo a sua parte faz a diferença para mantermos a dengue sob controle”, conclui Marisa.

A mobilização é coletiva. A prevenção começa dentro de casa — e o cuidado de cada um protege toda a cidade.