Além das compras: Procon reforça importância da empatia nas relações de consumo com mães

Órgão reforça que relações de consumo devem ser mais humanas, inclusivas e acolhedoras, especialmente para mães com crianças pequenas e filhos com necessidades específicas

A Prefeitura de Passo Fundo, por meio do Procon Municipal, alerta para a importância de relações de consumo mais humanas, respeitosas e inclusivas, especialmente neste período de Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o comércio brasileiro.
Embora a data movimente o varejo e incentive as compras, para muitas mulheres a experiência de consumo ainda é marcada por dificuldades que vão muito além de preços e promoções.

Filas extensas, falta de acessibilidade, ausência de espaços adequados para crianças, atendimento despreparado e situações constrangedoras ainda fazem parte da rotina de muitas mães. Principalmente daquelas acompanhadas de crianças pequenas, filhos com deficiência, transtorno do espectro autista ou outras necessidades específicas.

Em muitos casos, tarefas simples do cotidiano, como ir ao mercado, a uma farmácia ou enfrentar uma fila, acabam se transformando em experiências desgastantes e excludentes.
O Procon destaca que a proteção do consumidor não se limita apenas à garantia de preços corretos ou ao cumprimento de ofertas. O direito do consumidor também envolve respeito, dignidade e acesso adequado aos serviços. O Código de Defesa do Consumidor prevê proteção contra práticas abusivas e assegura atendimento adequado, especialmente em situações que exponham consumidores a constrangimentos ou desvantagens excessivas.

Barreiras invisíveis
Além das barreiras físicas, existem barreiras invisíveis, mas igualmente agressivas: falta de empatia, olhares de julgamento, impaciência, ausência de preparo das equipes e resistência ao atendimento prioritário ainda estão entre as principais reclamações recebidas pelo órgão.

A situação se torna ainda mais sensível no caso das mães atípicas, que frequentemente enfrentam dificuldades relacionadas à hipersensibilidade sensorial de seus filhos, à necessidade de ambientes mais tranquilos e ao despreparo de estabelecimentos para lidar com crianças neurodivergentes. “Para muitas mães, especialmente mães atípicas, sair de casa para resolver algo simples pode significar enfrentar julgamento, despreparo e desgaste emocional. Quando um estabelecimento não está preparado para acolher diferentes realidades, ele exclui consumidores e reforça situações de sofrimento que poderiam ser evitadas com empatia e respeito”, ressalta a coordenadora do Procon, Alana Schütz.

O órgão reforça que medidas simples podem fazer diferença significativa na experiência dessas consumidoras, como treinamento das equipes, efetividade no atendimento prioritário, auxílio em situações de dificuldade, adaptação de ambientes e mais sensibilidade no atendimento ao público.

O Procon também orienta os fornecedores a compreenderem que práticas inclusivas não representam apenas cumprimento da legislação, mas também fortalecimento da relação de confiança com o consumidor. “O consumo deve ser um espaço de dignidade, não de constrangimento. Neste Dia das Mães, queremos também propor uma reflexão sobre empatia, inclusão e respeito nas relações de consumo”, conclui Alana.

Consumidores que enfrentarem situações de desrespeito, constrangimento ou dificuldades no atendimento podem procurar o Procon para registro da ocorrência e orientação sobre seus direitos.