Setor vai além da assistência hospitalar e impulsiona inovação, empresas e crescimento econômico regional
Em uma cidade com pouco mais de 200 mil habitantes, a saúde se tornou um dos maiores motores da economia. Em Passo Fundo, o setor reúne mais de 10,7 mil empregos formais, atrai investimentos e consolida o município como o terceiro maior polo da Região Sul do Brasil — atrás apenas de Porto Alegre e Curitiba.
Mais do que hospitais, o chamado Complexo Produtivo da Saúde envolve um ecossistema completo: clínicas, laboratórios, serviços de diagnóstico por imagem, indústria de insumos, comércio atacadista e varejista de medicamentos, tecnologia médica, planos de saúde e uma ampla rede de apoio. Essa estrutura atende centenas de municípios e transforma a cidade em referência regional.
Atualmente, nove hospitais estão instalados no município, além de unidades complementares que ampliam a capacidade de atendimento. Pacientes, profissionais, fornecedores e investidores convergem para a cidade, gerando emprego, renda e arrecadação.
Dados do Observatório Econômico da Prefeitura mostram que o setor soma 10.771 empregos formais ativos. Entre 2021 e 2025, o saldo foi positivo em 1.198 novas vagas. O maior crescimento ocorreu nas atividades hospitalares (exceto pronto-socorro e urgência), além da expansão em laboratórios clínicos, instituições de longa permanência para idosos e serviços médicos ambulatoriais.
Somente em 2025, foram abertas 307 novas empresas ligadas ao complexo da saúde, sendo 303 na área de serviços. As atividades médicas ambulatoriais lideram as aberturas, seguidas por odontologia, psicologia e serviços de urgência. O município conta ainda com 9.225 profissionais com ensino superior completo na área da saúde.
Para o prefeito Pedro Almeida, o reconhecimento é resultado de visão estratégica. “Consolidamos a saúde como uma das maiores fortalezas institucionais do município. Seguiremos fortalecendo essa estrutura porque saúde é prioridade e também desenvolvimento econômico para toda a região.”
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Adolfo de Freitas, destaca o impacto na cadeia produtiva. “O Complexo da Saúde não apenas atende a população, ele gera empregos qualificados, impulsiona inovação e movimenta uma cadeia ampla. Nosso foco é transformar essa força em ainda mais oportunidades.”
Estudo técnico aponta ainda o efeito multiplicador do setor: cada 1% adicional de recurso aplicado em saúde pode gerar 1,61% de impacto no PIB. Um aporte de R$ 100 milhões pode representar até R$ 161 milhões de impacto adicional na economia local.