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Batalha do Pulador

História e encenação

Foi o combate mais importante e sangrento da Revolução Federalista (1893-1895), ocorrida em 1894, no hoje distrito de Pulador, no Rio Grande do Sul, entre duas facções representadas pelos maragatos (também chamados federalistas ou monarquistas) e os pica-paus (também chamados de republicanos ou legalistas).

Após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, ocorreram dissensões políticas na recém-criada federação. No estado gaúcho as diferenças se deram entre os federalistas de Gaspar Silveira Martins, conhecidos como maragatos, e os republicanos de Júlio de Castilhos, conhecidos como pica-paus, acabaram por fazer eclodir o movimento revolucionário.

Na tomada de Bagé pelo Coronel Arthur Oscar, enviado de Júlio de Castilhos, os maragatos deixaram suas famílias e atravessaram a fronteira para o Uruguai, até que voltaram ao Rio Grande em 1893, pelas colunas comandadas por Gumercindo Saraiva, antigo delegado de polícia.

A batalha

No dia 27 de junho de 1894, na localidade chamada Pulador, cerca de 4.600 homens entraram em violento combate que perdurou por seis horas, com grande número de baixas nos dois lados, terminando com pica-paus e maragatos, já sem munição, lutando no corpo-a-corpo.

Os legalistas contavam com cerca de 3.000 homens, entre os voluntários do senador Pinheiro Machado, sob o comando do seu irmão Salvador Pinheiro Machado,[1] contra 1.600 revolucionários federalistas. O saldo final de mortos e feridos diverge, dependendo do historiador, mas a maioria das fontes estima entre 800 a 1000 mortos, destacando-se que não houve prisioneiros. Os sobreviventes, de ambos os lados esconderam-se em matos próximos.

Conseqüências

A batalha resultou no enfraquecimento definitivo dos maragatos, que foram obrigados a assinar o tratado de paz um ano depois, o que contribuiu para a consolidação definitiva da República brasileira.

Encenação

Anualmente a Batalha do Pulador é encenada por tradicionalistas de Passo Fundo, município a que pertence o distrito onde ocorreu o fato.


Bibliografia

Hernâni Donato foi um escritor, historiador, jornalista, professor, tradutor e roteirista brasileiro.