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Meu Bebê, Meu Tesouro

Atenção integral à saúde da mãe e do bebê até seu primeiro ano de vida

A mortalidade infantil é um dos principais problemas enfrentados no Brasil. A solução está em implantar políticas públicas efetivas, ampliando e fortalecendo a rede primária de saúde. Em Passo Fundo (RS), a Prefeitura Municipal criou, em 2013, o Programa Meu Bebê, Meu Tesouro, tendo como meta principal a redução da mortalidade infantil. O Programa cadastra gestantes que realizam o pré-natal no Sistema Único de Saúde (SUS) e que estejam com até 22 semanas de gestação, aceitando exceções de idade gestacional, conforme o risco apresentado pela gestante.

O acompanhamento das mães e seus bebês é feito até 1 (um) ano da criança. O Programa tem sua coordenação na Secretaria de Saúde e possui os seguintes métodos de trabalho: aciona unidades de saúde para agilizar consultas e realização de visitas domiciliares e informação de pré-natal, puerpério e puericultura; contata os seguintes setores: de exames para avaliação da urgência de cada caso, o centro de referência de saúde da mulher para planejamento familiar e avaliação de gestantes de alto risco. O Programa também faz monitoramento das gestantes por meio de ligações telefônicas e as situações constatadas são registradas em planilha por classificação de risco.

O diferencial das gestantes que fazem parte do programa são: monitoramento desde a gestação até o primeiro ano de vida do bebê; encontros trimensais para orientação em relação aos cuidados na gravidez, aleitamento e cuidados com o bebê; entrega de kit de enxoval para o bebê; atendimento em casos de gestação de risco e problemas de saúde da criança – realizadas pela Secretaria da Saúde e pelas Estratégias de Saúde da Família (ESF), entre outros procedimentos.

As ações do Programa, apenas foram possíveis de serem realizadas em conjunto com todos os setores da saúde, tendo como resultado a redução da mortalidade infantil. Portanto, a meta do Programa foi alcançada com uma política pública voltada à promoção da saúde e ao desenvolvimento da vida, comprovando que as políticas transversais são práticas efetivas que partem da intersetorialidade e da agilização dos processos de trabalho, aumentando a acessibilidade aos bens e serviço da saúde. Nessa perspectiva que em 2017 o Programa encontrou parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) para ter gestantes acompanhadas por estudantes de medicina até 1 ano de idade do bebê, bem como compilar dados gerados pelo programa e assim intervir de forma cada vez mais assertiva na realidade da população. Segue então, algumas conquistas do Programa:

2013
Cadastros: 217
Nascimentos: 51
Índice de mortalidade: 12.9
2014
Cadastros: 360
Nascimentos: 319
Índice de mortalidade: 9.66
2015
Cadastros: 483
Nascimentos: 388
Índice de mortalidade: 8.62
2016
Cadastros: 428
Nascimentos: 480
Índice de mortalidade: 9.4